
Você sabia que antes de 1968 se acreditava que era totalmente impossível que um corredor fizesse os 100 metros rasos em menos de dez segundos? Desde que começaram a cronometrar oficialmente nos primeiros jogos olímpicos da era moderna, no final do século XIX, a marca andava em torno dos 12 segundos. No máximo, algum corredor conseguira abaixá-la dois décimos. Graças aos avanços dos treinamentos e da alimentação, em 1921 um tal de Paddock conseguiu o incrível recorde de 10,4 segundos, que não seria superado durante toda aquela década. Foi necessário superar os jogos de Berlim, de 1936, para que um negro chamado Jesse Owens atingisse os 10,2 segundos, humilhando a cúpula do comitê nazista. Mas a barreira dos dez segundos continuava inatingível. Ninguém acreditava que fosse possível reduzi-la. De fato, até 1968 um único atleta conseguiu que o cronômetro marcasse dez segundos ao cruar a linha de chegada. Mas nesse ano, Hines, outro americano, conseguiu o impensável: correu os 100 metros rasos em 9,95 segundos. E sabe o que aconteceu? (…) Pois em 15 anos depois a marca foi superada, e a partir de então um número maior de atletas passou a correr abaixo dos dez segundos. O que exigira setenta anos para ser atingido parecia agora estar ao alcance de muitos, e você sabe por quê? Porque sabiam que era possível. No momento que isso foi demonstrado por alguém, a barreira psicológica que afligia o restante dos corredores deixou de existir. Já dizia Marco Aurélio: “Se algo está dentro dos poderes da província dos homens, também está dentro de suas possibilidades.” O que o imperador romano queria dizer é que, no fundo, você não é tão diferente de Bob Dylan.
(Source: mydarksurrealandbeautifulfantasy)
